Morgana
Psicanalista lacaniana com formação teórico-clínica contínua através do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo (FCL-SP) e pós-graduação em Teoria Psicanalítica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é psicóloga clínica e hospitalar pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em saúde através da Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso em Cuidados Paliativos, ministrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Hospital das Clínicas (HC-FMUSP). Possui experiência com a pesquisa acadêmica através de seus trabalhos no Núcleo de Estudos, trabalho e constituição do sujeito (NETCOS) e no Laboratório de psicologia da saúde, família e comunidade (LABSFAC). Já atuou em diversos contextos: em serviço de psicologia de cirurgia bariátrica a partir de uma perspectiva não-gordofóbica; com acolhimento à mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência; com idosos em cuidados paliativos e familiares em situações de luto. Atualmente, atende principalmente mulheres e pessoas LGBTQIA+.
Psicanálise Lacaniana
A psicanálise lacaniana foi teorizada por Jacques Lacan (1901-1981), um psicanalista francês bastante subversivo que se propôs a revolucionar a teoria psicanalítica freudiana. A análise lacaniana se baseia na análise discursiva do analisando, proporcionando uma verdadeira abertura de significantes. Essa perspectiva prioriza os desejos singulares de cada um, considerando o ato de falar como potente e transformador. Acredita que achar palavras, nomear afetos e sentimentos, é terapêutico. Aqui, o processo de análise é uma construção conjunta, um tecer de saberes sobre si que pode produzir atos e mudanças profundas na vida. Para a psicanálise lacaniana, é fundamental se escutar e se autorizar a construir novas narrativas sobre si, ocupando outros lugares subjetivos (ainda mais quando alguns causam tanto sofrimento).